Acção reivindicativa

Combater a Precariedade – Erradicar esta chaga Social

A União dos Sindicatos de Lisboa - CGTP-IN, promoveu no dia 5 de Dezembro, pelas 15H00 junto ao Ministério do Trabalho uma Tribuna Pública, no âmbito  da Semana Luta de Combate à Precariedade.

Nesta Tribuna pública participaram trabalhadores e activistas sindicais de diversos sectores: das telecomunicações, mais precisamente dos Call Centers, do comercio, do sector financeiro, das Industrias eléctricas, da hotelaria, da administração local, arqueologia, da EPAL, do LNEC.  

A União dos sindicatos de Lisboa- CGTP-IN também interveio na pessoa do seu Coordenador Libério Domingues, que referiu a importância desta luta e como esta deve ser assumida por todos os trabalhadores, ...“o combate à precariedade e a exigência  da passagem deste trabalhadores ao quadro das empresas deve estar sempre presente em qualquer caderno reivindicativo”, lembrou Libério.

O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos encerrou esta Iniciativa e fez referência à dimensão desta chaga social. Em Portugal, mais de 1 milhão de trabalhadores têm contratos com vínculos precários. Lembrou que o patronato tem como objectivo a generalização da precariedade, trabalhadores sem direitos, com baixos salários e horários desregulados.

 Na área Metropolitana de Lisboa mais de 240 mil trabalhadores por conta de Outrem têm um vínculo precário e constituem 21,2% (mais de um quinto) dos trabalhadores por conta de outrem. A estes se juntam uma serie de situações atípicas, muitas ilegais ou clandestinas, não contabilizadas pelas estatísticas, mas vividas diariamente nos locais de trabalho.

A Tribuna terminou com a leitura de uma Resolução que foi aprovada por unanimidade.

Forte Adesão na Greve dos Centros de Contacto

Foi grande a adesão à greve por parte dos trabalhadores dos Centros de Contacto das empresas de telecomunicações (NOS, VODAFONE e MEO) realizada no dia 31 de Outubro. Estes trabalhadores estão em luta porque muitos deles  não vêem os seus salários aumentados há mais de 10 anos e ganham praticamente o salário mínimo nacional, trabalham ao lado de outros colegas que desempenham as mesmas funções, mas porque pertencem aos quadros das empresas ganham praticamente o dobro. Uma das grandes reivindicações destes trabalhadores é também a integração  nos quadros da empresa onde prestam serviço. Muitas destas empresas são multinacionais com lucros elevadíssimos que recorrem à subcontratação, que por sua vez pagam aos trabalhadores salários de miséria, impondo ritmos de trabalho elevadíssimos, colocam objectivos inatingíveis a troco de prémios, que são retirados caso os trabalhadores exerçam os seus direitos. Estes prometem que a luta vai continuar!

Promulgação das alterações da Legislação Laboral pelo PR é mau serviço ao país e aos trabalhadores!

CGTP-IN vai solicitar junto dos Grupos Parlamentares pedido de Fiscalização Sucessiva

A CGTP-IN manifesta a sua mais veemente oposição à decisão do Presidente da República de promulgar o diploma que altera o Código do Trabalho.
O Presidente da República prestou um mau serviço ao país e tornou-se cúmplice da política de baixos salários e trabalho precário, ao promulgar as alterações à legislação do trabalho. Ao contrário do que o Presidente da República e o Governo afirmam, esta legislação não promove o equilíbrio das relações de trabalho, nem combate a precariedade. Ao invés, dá mais força ao patronato para aumentar a exploração,
Neste sentido, a CGTP-IN reafirma a sua contestação a esta lei, apela aos trabalhadores para que se unam no combate a uma legislação marcada pelo retrocesso social, e vai solicitar reuniões ao PCP, BE e PEV para solicitarem a fiscalização sucessiva deste diploma ao Tribunal Constitucional pois, no entender da CGTP-IN, colide com princípios e normas da Constituição da República Portuguesa, como é o caso da segurança no emprego e do direito de contratação colectiva, e restringem de forma desproporcionada, injustificada e excessiva, comandos constitucionais, nomeadamente no que se refere ao direito de conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar.

aqui o manifesto pela revogação das normas gravosas das Leis laborais.

A CGTP-IN DÁ COR VERMELHA À LUTA CONTRA AS ALTERAÇÕES GRAVOSAS AO CÓDIGO DO TRABALHO

No dia 19 de Julho vai ser votada para pior, as alterações ao código do trabalho, a CGTP-IN vai vestir de vermelho as galerias da Assembleia da Républica. O vermelho é cor da coragem e de luta, de quem não desiste de lutar para rejeitar a proposta de lei do Governo do PS, que revê para pior, o Código do Trabalho.

A CGTP-IN não aceita que sob a capa do combate à precariedade e dinamização da contratação colectiva Governo e patronato queiram destruir os contratos colectivos e aumentem a exploração e a precariedade com o alargamento do período experimental de 3 para 6 meses, criem uma taxa para prepétuar a precariedade. O Governo com esta alteração contribui para a desregulação dos horários de trabalho impedindo a conciliação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar, e imponha um banco de horas grupal , que oferece ao patronato mais de 150 horas anuais de trabalho gratuito.

Após a grandiosa manifestação realizada no passado dia 10 de Julho, que teve lugar em Lisboa e apesar de nos encontrarmos num período de férias, a dinâmica reivindicativa em curso e a grande Manifestação do dia 10 de Julho, confirmam a disponibilidade e motivação dos trabalhadores para prosseguirem a luta pela valorização dos seus direitos e por melhores condições de vida e de trabalho.

Novos salários e aumento do pagamento do trabalho de escala em feriado para os trabalhadores das IPSS's

Acordo entre CESP e CNIS entra em vigor a 1 de Julho

Após 7 anos e várias lutas, trabalhadores das IPSS's voltam a ter direito ao pagamento das horas trabalhadas, quando escalados em feriado

Garantida a subida de todos os salários da tabela salarial e valorização das carreiras e profissões

Desde 2012 (alteração ao Código do Trabalho da iniciativa do Governo PSD/CDS-PP) que os trabalhadores das IPSS's tinham trabalho forçado nos feriados e sempre que prestavam trabalho nesse dia ganhavam o direito a receber apenas metade das horas trabalhadas ou metade do tempo trabalhado em descanso.

Finalmente, com a persistência do CESP, após 7 anos e muitas lutas a situação foi revertida e reposta para todos os trabalhadores das IPSS's a regra que vigorava antes de 2012, ou seja, o direito a receber 100% das horas trabalhadas ou a gozar em descanso compensatório 100% do tempo. 

Esta vitória é a prova de que vale a pena lutar!

Também os salários da tabela salarial em vigor serão aumentados, garantindo que apenas em inicio de carreira estes trabalhadores receberão valor equivalente ao SMN, que será a base da tabela salarial. Todos os restantes níveis e profissões serão aumentados, garantindo a diferenciação e a valorização profissional dos trabalhadores.

A Direcção Nacional do CESP

SAUDAÇÃO

A Direcção da União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), reunida hoje dia 02 de Julho, saúda a trabalhadora Cristina Tavares e o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte pela importante vitória que constituiu a reintegração imediata da Cristina Tavares na Empresa Fernando Couto Cortiças – empresa que a despediu duas vezes e que sobre ela exerceu uma desumana pressão e violência psicológica.

Esta é a vitória da coragem e da dignidade, de quem não desiste do direito ao emprego e ao posto de trabalho.

Esta é também a vitória da acção colectiva e da solidariedade, do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, da CGTP-IN e das suas estruturas, mostrando que estar sindicalizado é nunca desistir e não permitir o isolamento dos trabalhadores.

Certos de que neste resultado está um incentivo para a luta de muitas e muitos trabalhadores e um exemplo de que vale sempre a pena lutar!

Recebam a nossa calorosa e satisfeita saudação!

A luta continua!

A Direcção da USL/CGTP-IN

HÁ MAIS PRECARIEDADE EM “NÓS” com a RANDSTAD

O Sindicato das Industrias eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI ) convocou uma greve para o dia 24 de Junho, para os trabalhadores dos Call Centers de Lisboa através da Randstad prestam serviço para a EDP, NOS e na PT. Os trabalhadores estiveram durante toda  a manhã concentrados à porta da sede da empresa RANDSTAD, na avenida da República para exigir respostas urgentes nomeadamente no que concerne ao caderno reivindicativo onde constam um conjunto de exigências como: aumentos salariais,  a regulamentação de horários de trabalho, contra a implementação do banco de horas; contra precariedade, estes trablhadores reclamam a integração nos quadros das empresas para que prestam serviços. O “outsorcing” constitui uma forma das empresas multinacionais obterem avultádos  lucros, à custa da exploração dos trabalhadores e da extrema precariedade imposta nestas empresas. Com esta luta procurou-se também denunciar a estratégia da empresa em tentar fazer pressão junto de alguns trabalhadores para rescidirem o contrato de trabalho.

Trabalhadores da DIA Portugal em Greve

DRH DA DIA PORTUGAL - MINIPREÇO-CLAREL RECUSA-SE A REUNIR COM DELEGAÇÃO DOS REPRESENTANTES SINDICAIS DOS TRABALHADORES

Trabalhadores da Dia Portugal – Minipreço/Clarel  estiveram em greve,  no dia  18 de Junho, com    grande adesão. A empresa mais uma vez cometeu inúmeras ilegalidades na substituição dos trabalhadores em greve.

Os representantes dos trabalhadores em greve deslocaram-se à sede da empresa para realizar a reunião que tinha sido solicitada para discutir as suas reivindicações e consideram inadmissível a falta de respeito com que a Administração e a Direcção de Recursos Humanos da Dia Portugal trata os trabalhadores e o seu Sindicato – CESP.

Desde final de 2018 que a empresa foge a reunir com os representantes sindicais do CESP da Dia Minipreço, não tendo dado resposta ao Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores para 2019 e não respeitando o direito constitucional de negociação das condições de trabalho.

Os representantes dos trabalhadores presentes frente à sede da empresa, em Paço de Arcos, repudiaram este comportamento e reiteraram a sua determinação em continuar a luta exigindo resposta às suas reivindicações e problemas.

Grande Manifestação da CGTP-IN – Revogar as normas Anti-Laborais, Aumentar os Salários, Valorizar os trabalhadores

O Conselho Nacional da CGTP-IN aprovou, a convocação de uma Manifestação Nacional para o dia 10 de Julho, em Lisboa. Esta decisão prende-se com a análise que a Central faz sobre  da situação política e social:

- A insistência do PS na discussão e provável votação pela Assembleia da República das alterações para pior ao Código do Trabalho no mês de Julho (período em que muitos trabalhadores já estão de férias), a não revogação das normas gravosas e a não aprovação de alterações que melhorem a vida dos trabalhadores, como é o caso da reintrodução do princípio do tratamento maios favorável e do trabalho de escala prestado em dia feriado, entre outras,

- A urgência da implementação de medidas que promovam o aumento geral dos salários, a valorização das carreiras profissionais e o aumento do salário mínimo para 850€ a curto prazo;

- A luta pela negociação da contratação colectiva sem perda de direitos;

- A urgência da redução do horário de trabalho para as 35 horas e a regulação dos horários de trabalho, sem bancos de horas nem adaptabilidades

- O combate à precariedade,

- A defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado com a dotação de meios para que efectivamente possam cumprir os direitos consagrados na CRP

Assim e dada a gravidade da situação e as repercurssões na vida dos trabalhadores, prevê-se a marcação de pré-avisos de greve a fim de possibilitar a participação dos trabalhadores no dia nacional de luta. Para mais informações os trabalhadores devem consultar os sindicatos dos respectivos sectores de actividade.