MUNICIPALIZAÇÃO DA CARRIS NÃO RESOLVE OS PROBLEMAS DOS TRABALHADORES

MUNICIPALIZAÇÃO DA CARRIS NÃO RESOLVE OS PROBLEMAS DOS TRABALHADORESOntem entrou em vigor o decreto lei que determina que a posse administrativa da Carris passe para a Câmara Municipal de Lisboa, o que quase de certeza será motivo para acrescentar mais ruído ao dos últimos dias, mas a nova realidade a partir de hoje, só por si não resolve os problemas dos trabalhadores das empresas do grupo Carris e só a determinação, unidade e luta destes determinará a resolução dos seus problemas e a concretização das suas reivindicações. 

A Câmara de Lisboa, “herda” hoje a Carris e com ela as CarrisTur e CarrisBus e nestas empresas que há muito a FECTRANS e o seu Sindicato na empresa – o STRUP – lutam;

Reposição dos direitos e da contratação colectiva, com a aplicação dos direitos laborais consignados no AE da Carris e ainda suspensos, com a calendarização de reposição faseada neste ano, nos termos do Orçamento do Estado;

Pela publicação atempada de como serão aplicadas as normas do OE, de modo a que os trabalhadores se possam pronunciar sobre as atribuições das diuturnidades e das progressões profissionais;

Para que se negoceie a contratação colectiva na CarrisTur e na CarrisBus;

Para sue sejam repostos os valores dos salários na CarrisTur reduzidos por decisão do governo desde Fevereiro do ano passado;

Para que passem a efectivos todos os trabalhadores com vínculos precários porque estão a ocupar postos de trabalho permanentes;

Para que sejam admitidos os trabalhadores em falta, porque isso é determinante para que seja garantido um serviço público de qualidade;

 

Para que acabe a divisão artificial da Carris, com a integração nela da CarrisBus e CarrisTur, que aos trabalhadores se aplique o mesmo AE e as mesmas condições de trabalho, porque, entre outras coisas, a divisão serviu para reduzir os salários de todos.

Porque a CML não recebe apenas as empresas, mas também os seus trabalhadores, que se confrontam com estes problemas, já pedimos em Dezembro, mas ainda sem resposta, um pedido de reunião ao presidente da CML, esperando que, passados estes momentos de holofotes, se vire para a discussão concreta dos problemas daqueles que fazem as empresas funcionarem.

Face ao ruído noticioso nestes últimos dias em torno da Carris e face a algumas perguntas que nos são feitas, temos a referir o seguinte:

A FECTRANS/STRUP não foi convidada para qualquer reunião com a Comissão de Trabalhadores e outras organizações, logo não discutiu nenhuma posição comum das organizações de trabalhadores;

A FECTRANS/STRUP participará numa reunião, amanhã pelas 14 horas na Assembleia da República, a convite do grupo parlamentar do PCP com o objectivo de transmitirem a sua iniciativa denominada “pedido de apreciação parlamentar n.º 31/XIII do PCP (Decreto-Lei n.º 86-D/2016, de 30 de Dezembro” e certamente das medidas que irão propor, já que no texto que nos enviaram (cópia do que foi entregue na AR) não é referido qual o sentido final desta apreciação, pelo que não poderemos ser nós a concluir, e neste momento, que vai estar em discussão a reversão da municipalização da Carris ou outra qualquer medida.

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