NA ROTA IGUALDADE, HÁ UM LONGO CAMINHO A PERCORRER

A rota pela Igualdade levou-nos nos dias 4,5 e 6 de Março a diversos sectores de actividade desde o público ao privado, do Call Center, passou pelas empresas da logística, IPSS’s e  terminou no hospital Beatriz Ângelo, lugares que ilustram bem o que é ser ser mulher trabalhadora na região de Lisboa .

Nas várias paragens as activistas sindicas questionaram ...”Como se pode falar de Igualdade quando 40% dos jovens com menos de 35 anos têm vínculos precários e mais de metade são mulheres?

Como se pode garantir a Igualdade quando as mulheres recebem, em média, salários base 14,5% mais baixos do que os homens em tarefas profissionais iguais ou de igual valor? ...”

Segundo dados recentes, a dimensão da exploração das mulheres em Portugal causada pela desigualdade salarial é tal que em 2019, se o ganho médio das mulheres tivesse sido igual ao dos homens, elas teriam recebido mais 8 milhões de euros, que acabaram por ficar nos bolsos dos patrões!

Os obstáculos à conciliação, são muitos e principalmente por parte do patronato, não se consegue conciliar o trabalho com a vida familiar e pessoal, no quarto País da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana. Esta Rota fez uma paragem solidária à frente da loja do Mini-preço do Calhariz, onde mais uma trabalhadora é impedida de efectuar um horário que lhe permita conciliar o trabalho com a vida familiar.

Nesta rota denunciamos a partir de casos concretos, como a desvalorização do trabalho das mulheres promove a exploração, acentua as desigualdades, degrada as condições de vida das trabalhadoras e das suas famílias e compromete o desenvolvimento do país.

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