CONCENTRAÇÃO E DENÚNCIA DOS TRABALHADORES DO MERCADO DE ALGÉS

 

TRABALHADORES DO MERCADO DE ALGÉS EM LUTA! 

Desde Março/2017, cerca de 60 trabalhadores da área da Restauração do Mercado de Algés, junto com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, tem denunciado a falta de condições para trabalhar no que concerne à falta de segurança e saúde, devido à total ausência de responsabilidade da empresa concessionária, “Naipe d’Emoções” que desde Maio de 2014, possui a concessão, por quinze anos, entregue pela Câmara Municipal de Oeiras.

Apesar das diversas intervenções e reabilitação realizadas, até à data não foi garantido aos trabalhadores condições dignas para trabalhar, entre outras situações, destaca-se a inexistência de um refeitório para realizar as pausas de refeição com dignidade e higiene; número insuficiente de casas de banho/balneários, apenas, um wc masculino e um wc feminino ou ausência de limpeza regular das instalações sanitárias e outros espaços.

Há ainda um profundo incumprimento das relações laborais, quanto às categorias profissionais, a não progressão das carreiras, retribuições inferiores ao que estabelece a convenção do sector da Restauração, o desrespeito pelo cumprimento das 8h/diárias e as 40 h/semanais, existência de horários superiores; não pagamento do trabalho extraordinário; não cumprimento das 10h de descanso entre duas jornadas de trabalho (trabalhadores que saem à 01h/02h da manhã e são “obrigados” a entrar ao serviço às 09h/10h desse mesmo dia) torna impossível a conciliação da nossa vida profissional com a vida familiar.

O recurso à intimidação junto dos trabalhadores, o desrespeito pelos horários de trabalho e a alteração constante dos horários de trabalho, recibos de vencimento irregulares e o recurso ao trabalho precário é uma prática que tem sido concretizada pela “Naipe d’Emoções”.

Por tudo isto, trabalhadores denunciaram estas situações junto das entidades competentes, tendo a administração, como represália, recusado o pagamento dos acertos de contas finais relativo às cessações dos contratos de trabalho a trabalhadores que desde Julho/17, ainda não viram os seus salários pagos, tendo ainda dificultado a entrega de declarações para o fundo de desemprego ou ainda, trabalhadores que foram coagidos a assinar recibos de quitação com valores errados, para que estes não pudessem reclamar seus direitos em tribunal.

 TUDO ISTO É INADMISSÍVEL!

O Sindicato junto com os trabalhadores do Mercado de Algés, independentemente da diversidade e multiplicidade de balcões da restauração existentes neste espaço de Restauração, irá promover uma concentração/Denúncia pública, amanhã, dia 18 de Janeiro, a partir das 17h30,junto ao Mercado de Algés, sito na Rua Elias Garcia, 22-A, em Algés, concelho de Oeiras.

CERCA DE 750 SINDICALISTAS REUNIDOS EM PLENÁRIO!

RESOLUÇÃO APROVADA PELO PLENÁRIO NACIONAL DE SINDICATOS (12.01.2018)

Agir e lutar Pela valorização dos trabalhadores, por um Portugal com futuro!

A situação mundial continua marcada pela crise estrutural do capitalismo que responde com medidas que acentuam a exploração, a concentração da riqueza, a apropriação e gestão dos recursos estratégicos, com o expansionismo nos planos político, económico e militar, e o ataque generalizado aos direitos dos trabalhadores e dos povos.

Por outro lado, a União Europeia aprofunda o seu carácter federalista, neoliberal e militarista - de que a denominada Cooperação Estruturada Permanente é mais um passo, ao colocar as forças armadas portuguesas ao serviço de interesses alheios ao nosso país -, utiliza os seus mecanismos de ingerência, como o Tratado Orçamental e o euro, entre outros, limitando a soberania e a independência nacionais e impedindo o desenvolvimento económico e social dos países mais vulneráveis como Portugal.

Em Portugal, o Orçamento do Estado (OE2018) aprovado na Assembleia da República, reflecte avanços que melhoram a vida dos trabalhadores e do povo e são resultado da acção e da luta reivindicativa desenvolvida nos locais de trabalho, empresas, serviços e sectores, de grandes acções de massas, como a grande manifestação nacional convocada pela CGTP-IN e que, em 18 de Novembro, encheu o centro de Lisboa.

Apesar das insuficiências, o OE consolida medidas positivas já concretizadas e dá novos passos na reposição de rendimentos e direitos dos trabalhadores, designadamente o descongelamento das progressões e promoções nas carreiras, o pagamento do trabalho extraordinário e suplementar, o pagamento dos subsídios de férias e natal no momento devido, a aplicação integral da contratação colectiva no Sector Público Empresarial a partir de 1 de Janeiro deste ano, o aumento extraordinário das pensões, a redução do IRS para os escalões de baixos rendimentos entre outras medidas na área social. Contudo, o caminho percorrido continua a ser curto quando comparado com o muito que há a fazer, nomeadamente na área do trabalho e face aos constrangimentos económicos e financeiros a que o país é sujeito e que condicionam o seu desenvolvimento.

O Plenário de Sindicatos da CGTP-IN releva o contributo dado pela luta dos trabalhadores e do povo nos avanços contra as injustiças e as desigualdades e para a alteração da correlação de forças na Assembleia da República, que regista e valoriza, mas considera que é necessário e possível ir mais longe, libertar o país dos efeitos de décadas de política de direita, da subordinação aos interesses do grande capital nacional e transnacional, das imposições da União Europeia e dos constrangimentos do euro, do Tratado Orçamental, do Pacto de Estabilidade e Crescimento e outros mecanismos de subordinação da União europeia que impedem o desenvolvimento soberano de Portugal.

É necessário dar prioridade ao desenvolvimento económico e social do país, colocar os direitos dos trabalhadores e do povo, acima da obsessão pela redução do défice e do pagamento de uma divida que é insustentável, e avançar com uma política de esquerda e soberana que reparta de forma justa o rendimento nacional, que abandone a política de baixos salários e promova o aumento geral dos salários, que combata eficazmente a precariedade e invista na melhoria da qualidade dos serviços públicos nos transportes, saúde, educação, protecção social, justiça e poder local democrático.

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SINDICATOS DO DISTRITO SOLIDÁRIOS COM TRABALHADORES DA GRAMAX (EX-TRIUMPH)

Os trabalhadores da TGI (Têxteis Gramax Internacional), ex-Triumph, estão desde o dia 5 (sexta-feira) em permanência à porta da empresa, com o propósito de impedir que seja retirado qualquer património da empresa.

Estes trabalhadores, enfrentam um processo de insolvência  criminoso, de destruição de postos de trabalho e sem terem garantida a efectivação de todos os seus direitos.

Ontem, 11 de Janeiro, uma delegação da Comissão Executiva, liderada pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, levou uma Saudação a estas trabalhadoras e demonstrou uma vez mais, a total disponibilidade de todo o Movimento Sindical Unitário em apoiar esta luta justa pela defesa dos postos de trabalho e da empresa.

Estes trabalhadores, nas palavras do Secretário-geral da CGTP-IN, são um verdadeiro exemplo de dignidade e de resistência!

Veja mais fotos, aqui. 

OS TRABALHADORES DA SEDA IBÉRICA EM LUTA!

 

Os trabalhadores da Seda Ibérica-Embalagens, lutam:

  • contra a não efectivação do pagamento de subsidio de turno conforme previsto no contrato de trabalho (Decisão Arbitral) sector gráfico,
  • contra a não actualização dos salários no ano 2017 e ausência de proposta para 2018
  • e ainda contra a tentativa de imposição do aumento dos horários trabalho por parte da empresa, eliminação das pausas para tomada de pequeno-almoço e alteração de horário almoço.

Hoje,11 de Janeiro, os trabalhadores  contaram com a presença do Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN.

PREOCUPAÇÃO NA FIMA-OLÁ COM VENDA DAS MARGARINAS

A multinacional Unilever vendeu o seu negócio da margarina, que inclui marcas como Flora e Becel, a um fundo de investimento e o accionista da Unilever em Portugal, a Jerónimo Martins, também vendeu a sua parte.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA) quer respostas para a preocupação que cresce entre os trabalhadores da Fima-Olá (Unilever-Jerónimo Martins), em Santa Iria da Azóia.

 

A venda ao fundo de private equity KKR, por mais de 6.825 milhões de euros, que deverá ficar concluída em poucos meses, faz parte do plano da Unilever para aumentar os lucros dos accionistas em 20%.

Os trabalhadores da Fima-Olá encaram com mais preocupação o futuro. Têm problemas e reivindicações por resolver com a direcção da fábrica e no Verão tinham manifestado a sua solidariedade com lutas noutras unidades da Unilever, na Alemanha e na Holanda, contra as consequências de uma «reestruturação» de todas as áreas do grupo na Europa, para reduzir custos e aumentar lucros, que antecedeu a concretização deste mega-negócio.

A preocupação dos trabalhadores é agravada pela falta de informação e de respostas patronais a questões prementes, tais como:

  • Garantir que se mantêm as condições laborais e os direitos dos trabalhadores;
  • Acordar os tempos de antiguidade;
  • Esclarecer que critérios vão determinar quais os trabalhadores que ficam na Unilever e quais os trabalhadores que passam para a KKR;
  • Conhecer o projecto de sustentabilidade da KKR, indicando uma data para ele ser apresentado.

Contudo, a gestão da fábrica de Santa Iria está a evitar as reuniões com o sindicato. Decorre a alteração da actividade económica da empresa, avança a venda do negócio das margarinas, mais de 100 postos de trabalho estão afectados, mas o SITE CSRA e os trabalhadores continuam sem conhecer as decisões tomadas relativamente ao futuro.

Não está a ser cumprido o direito da Comissão Sindical à informação, designadamente sobre: novos contratos de trabalho e futuro dos trabalhadores contratados; trabalho precário para suprir postos de trabalho permanente (passaram pela empresa entre 300 e 400 trabalhadores temporários em 2016).

Também faltam respostas sobre os salários, que não aumentam há dez anos. Prepara-se a apresentação do caderno reivindicativo para 2018, mas não houve resposta da administração da Fima-Olá ao caderno reivindicativo de 2017. É preciso acabar com assimetrias salariais injustas e discriminatórias.

Não tem sido prestada informação pela direcção sobre os planos de formação profissional e melhoramento dos mapas de formação profissional, desconhecendo a Comissão Sindical se estão a ser cumpridos e o qual o projecto para o futuro.

PROIBIÇÃO ESTRANHA

Recentemente os trabalhadores foram confrontados com uma estranha proibição, por parte da empresa, para a realização de plenários. No dia 17 de Outubro, com uma convocatória idêntica ao que sempre se tem feito, foi impedida a entrada de dirigentes do SITE CSRA, a pretexto de que são «externos».

Este tipo de conduta é condenável, visa atingir os interesses de quem trabalha e cria riqueza, mas também choca com obrigações e direitos consagrados na lei, nomeadamente o artigo 461.º do Código do Trabalho.

A Comissão Sindical afirma que usará todos os meios legais face à não autorização de entrada de dirigentes sindicais nas instalações da empresa para se reunirem com os representantes dos trabalhadores.

Faltam respostas e não é autorizada a realização de plenários sindicais nas instalações, o que leva a Comissão Sindical a interrogar se a direcção da Fima-Olá tem algo a esconder aos trabalhadores.

A situação vai continuar a ser acompanhada pelo SITE CSRA e pela sua Comissão Sindical na Fima-Olá, bem como no Comité Europeu de Empresa da Unilever. A estrutura sindical vai insistir na realização de reuniões na DGERT (Ministério do Trabalho) e numa intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho. Não se exclui que seja necessário convocar os trabalhadores para definir formas de luta.

TRABALHADORAS DA EX-TRIUMPH INTERNATIONAL, À PORTA DA EMPRESA PARA IMPEDIR A SAÍDA DE MATERIAL DA FÁBRICA

São cerca de 473 trabalhadoras têxteis, da antiga Triumph International, hoje da empresa Têxtil Gramax Internacional,  localizada em Sacavém, no concelho de Loures, que se encontram em luta, pela defesa dos postos de trabalho, pelo pagamento de salários em atraso e pelos seus direitos.

Desde sexta-feira que as trabalhadoras, permanecem 24 horas por dia para impedir a saída de material da fábrica. Recentemente a empresa avançou com a decisão de um processo de insolvência, entretanto as trabalhadoras estão sem receber os seus salários, desde Novembro.

Hoje de manhã, juntaram-se a esta luta outros trabalhadores de diversos sectores de actividade. A União dos Sindicatos de Lisboa, através do seu coordenador Libério Domingues, apelou a todos os sindicatos do distrito,  para que se juntem a esta luta,  a partir das 16h30 como forma de solidariedade para com as trabalhadoras.

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EM JANEIRO, GREVE NA SEDA IBÉRICA!

 

Os trabalhadores da Seda Ibérica Embalagens, em Paço de Arcos (Oeiras), vão fazer quatro dias de greve ainda este mês (dois dias consecutivos), em protesto contra a forma como a administração está a agir, depois de ter sido rejeitada a proposta patronal para o Acordo de Empresa, e para que o subsídio de turno comece a ser pago conforme estabelecido na contratação colectiva.

A decisão foi tomada pelos trabalhadores no dia 29 de Dezembro e o sindicato apresentou o pré-aviso de greve no dia 3 de Janeiro.

A proposta de AE apresentada pela administração foi rejeitada pelos trabalhadores, que também condenaram o facto de não estar a ser feito o pagamento de subsídio de turno conforme previsto no contrato colectivo de trabalho da indústria gráfica.

O protesto é ainda motivado pela não actualização dos salários no ano de 2017 e pela ausência de proposta salarial patronal para 2018.

Os trabalhadores contestam igualmente a tentativa da administração de impor o aumento dos horários de trabalho, eliminar as pausas para toma de pequeno-almoço e alterar o horário de almoço.

Estão marcadas greves de 24 horas para 11, 12, 18 e 25 de Janeiro. Foi convocada também greve a todo o trabalho extraordinário, entre 11 e 25 de Janeiro.

A Seda Ibérica Embalagens faz parte do grupo italiano Seda Packaging. Situada na Estrada de Paço de Arcos (Oeiras), tem mais de 220 trabalhadores, facturou quase 42,8 milhões de euros e apresentou um resultado líquido de 1,35 milhões de euros (dados de 2016).

Fonte: SITE CSRA

VALE A PENA LUTAR - VITÓRIA DO STML/STAL E DOS TRABALHADORES DA LIMPEZA URBANA DA CML

VITÓRIA DO STML/STAL E DOS TRABALHADORES DA LIMPEZA URBANA DA CML

Greve marcada para 26 a 29 de Dezembro SUSPENSA

Após o envio do pré-aviso de greve para o sector da Limpeza Urbana da CML, e posterior negociação entre o Executivo da CML, STML e STAL, podemos garantir aos trabalhadores que a maior parte das suas reivindicações vão ser cumpridas após compromisso escrito da Câmara Municipal.

Assim, sobre:

A regularização dos trabalhadores a recibos-verdes:

Vão ser prolongados os contratos de prestação de serviços aos trabalhadores, até que seja possível a sua integração na câmara.

Lavagem de contentores:

Fica assumido que a Câmara não irá externalizar mais serviços de lavagem de contentores de 1100 Lt. Deste modo, assim que tenha termo o contrato em vigor (acaba em Maio), estes serviços serão novamente assegurados pelos trabalhadores da CML. Fica também para discussão posterior a lavagem dos ecopontos subterrâneos.

Remuneração em tempo de férias:

Após várias reuniões de negociação sobre o pagamento do subsídio nocturno, a CML assumiu que o irá pagar a partir de 2018, não assumindo o pagamento do suplemento de insalubridade, penosidade e risco (o STML e o STAL, não deixarão de continuar a lutar por este objectivo).

O STML e o STAL sempre defenderam que os trabalhadores teriam direito aos respectivos retroactivos.

O executivo, perante a determinação dos sindicatos, suportados pela firmeza dos trabalhadores em manter a greve, e após algumas discussões, acordou no pagamento de 5 anos de retroactivos do nocturno (de 2013 a 2017), divididos em duas tranches.

Neste sentido, os anos de 2017, 2016 e 2015 serão pagos já em Março de 2018, e os anos de 2014 e 2013 serão pagos até Março de 2019, comprometendo-se o Executivo a desenvolver os esforços necessários à sua antecipação a Dezembro de 2018.

Sobre este último ponto, interessa sublinhar que os montantes em causa serão pagos a todos os trabalhadores que prestem trabalho em regime  nocturno, mas também aos que de forma permanente prestem serviço pelo menos uma hora de trabalho diário no período nocturno e aos que durante os anos em causa (2013 a 2017) tenham trabalhado pelo menos seis meses, por ano, no período nocturno.

Referir ainda que a última tranche irá abranger os trabalhadores transferidos da CML para as Juntas de Freguesia. Devemos agora manter a unidade e a disponibilidade para a luta, porque outros problemas urge resolver.

A LUTA CONTINUA!

Fonte: http://www.stml.pt/

A LUTA NÃO PÁRA - CONCENTRAÇÃO DE TRABALHADORES DAS EMPRESAS DE DISTRIBUIÇÃO!

TRABALHADORES DO LIDL CONCENTRADOS EM FRENTE À EMPRESA NO LINHÓ!

Os trabalhadores exigem:

  • A negociação do Contrato Colectivo de Trabalho do sector;
  • O aumento dos salários de todos os trabalhadores e o fim da tabela B - mais baixa e que se aplica em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal;
  • A progressão automática dos operadores de armazém até ao nível VIII (operador de armazém especializado);
  • A manutenção do valor pago por trabalho suplementar e por trabalho em dia feriado, contra a redução do valor das horas extras e do trabalho aos feriados;
  • Horários de trabalho regulados, contra o banco de horas, pelo direito à conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar.

                       

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