Acção reivindicativa

Greve dos Trabalhadores do Dia/Minipreço

No dia 3 de Abril de 2021, o Sindicato decretou uma greve para os supermercados do Dia Minipreço, que levou ao encerramento de muitas lojas a nível nacional, esta greve foi pela dignidade dos trabalhadores.

O Sindicato do Comércio Escritório e serviços (CESP) apresentou um caderno reivindicativo, com um conjunto de reivindicações, nomeadamente 90 € de aumento salarial.

A contraproposta apresentada pela Administração é imoral e discriminatória, quando a empresa registou um aumento de 7,6% nas vendas em 2020, que não fez reflectir na proposta de aumento salarial, a empresa apresentou 2,5% na massa salarial, que corresponde a um aumento de10, 47€, só para 1000 trabalhadores num universo de 3 000.

Estamos a falar de trabalhadores que nunca pararam, mesmo em tempo de pandemia, colocando a sua saúde em risco, há trabalhadores que trabalham há mais de 20 anos na empresa e ganham praticamente o SMN.

No caderno reivindicativo estavam expressas outras reivindicações tais como: o aumento do subsídio de refeição para 7,30€, por dia, a redução do horário de trabalho para as 39 horas de trabalho semanal.

Trabalhadores do Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Não São Prioritários no Plano de Vacinação

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSSRA) reuniu no dia 18 de Fevereiro, questionou o Provedor da SCML e Coordenador Task Force para o Plano de Vacinação contra a COVID-19 em Portugal do porquê da não identificação, como grupo prioritário para a vacinação, dos trabalhadores AGAC, afectos ao Serviço de Apoio Domiciliário da SCML.

O Sindicato lembra que são de mais de 500 trabalhadores que:

- Prestam todo o tipo de apoio essencial a idosos, mas no domicílio;

- Estão sujeitos a. Um risco acrescido por não controlarem as condições de higiene e limpeza do espaço;

- Circulam diariamente por extensas áreas da cidade em transportes públicos;

- Possuem um rácio individual de utentes muito superior ao legalmente definido, o que aumenta, ainda mais, a rede de contactos e o risco de contágio.

Como resposta, os correspondentes da Task force informaram que:

“as prioridades do Plano de Vacinação são definidas pela Direcção Geral de Saúde (DGS) de acordo com critérios de saúde pública considerados adequados por essa autoridade e com suporte científico na medida dos efeitos já medidos da pandemia na sociedade.”

Ao contrário, o Provedor da SCML, responsável máximo desta instituição à qual estes trabalhadores estão afectos, nem isso fez, continuado a mostrar manifesto desinteresse por este grupo profissional que, em inúmeros casos, foram os únicos que continuaram a prestar apoio a estes idosos em situação de completo isolamento social.

Ao não serem incluídos num dos grupos prioritários no plano de vacinação, estes trabalhadores continuam a expor-se diariamente a uma situação de risco grave, podendo contrair o vírus e infectar outros, colocando em risco todos os utentes – idosos e suas famílias – com que trabalham assim como toda a população residente da cidade de Lisboa e pessoas que aqui trabalham.

Trabalhadores do Bingo do Belenenses Lutam pelo Pagamento de Salários

Os trabalhadores do Bingo do Belenenses (Lisboa), estiveram concentrados em frente ao Bingo do Belenenses, para exigir às Direcções do Clube de Futebol e dos Números combinados que assumam as responsabilidades que têm com os trabalhadores.

Os cerca de 70 trabalhadores foram confrontados, ao longo do ano de 2020, com os sucessivos atrasos no pagamento dos salários, que agravam a situação já de si difícil derivado aos cortes salariais associados ao lay-off, criado pelo Governo em Abril de 2020  

Em Março de 2021, o atraso acumulado no pagamento dos salários ainda é de Janeiro e mês de Fevereiro e não há garantias do mês de Março de 2021. 

Ao longo deste período, os trabalhadores têm realizado várias acções de luta que tem levado ao pagamento de subsídios em atraso. Exigiram à empresa e o Ministério do Trabalho, da Solidariedade respostas por parte da Segurança Social (MTSSS), acerca destes atrasos. 

Importa ainda referir que o consórcio constituído entre o Clube de Futebol "Os Belenenses" e a sociedade comercial "Números Combinados", só é concessionário do espaço desde o início do ano de 2020, através de um concurso público internacional. 

Os trabalhadores do Belenenses vão continuar a lutar até que a situação seja regularizada.

SEP – Vigília em Frente ao Hospital de Santa Maria

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), realizou no passado dia 17 de Março, uma vigília em frente ao Hospital de Santa Maria. Esta iniciativa constituiu uma acção de denuncia e de exigência da negociação da carreira de Enfermagem, mas também, da necessidade da contabilização dos pontos para efeitos de progressão.

Nesta acção tivemos a oportunidade de ver e ouvir testemunhos concretos. Há enfermeiros com 20 anos de carreira a ganhar o mesmo que um colega acabado de sair da escola, .O problema da precariedade e da desregulação dos horários de trabalho e da dificuldade de muitos profissionais em conciliarem o trabalho com a vida pessoal e familiar, foram alguns dos exemplos partilhados por activistas sindicais, em frente ao Hospital de Sta. Maria. Esta iniciativa integra-se num conjunto de outras acções que, entretanto, já estão calendarizadas, na certeza de que a luta vai continuar.

A Luta Organizada nos Sindicatos da CGTP é a Vacina Contra o Vírus da Exploração

A Jornada de Luta Nacional da CGTP-IN, realizada no dia 25 de Fevereiro, teve a sua expressão em Lisboa, na Manifestação que decorreu entre o Cais do Sodré e a Assembleia da Républica. Foram muitos os trabalhadores que estiveram presentes empunhando pancartas, bandeiras dos sindicatos denunciando, a precariedade, os despedimentos, a retirada de direitos, a Interjovem levava vacinas da sindicalização como o melhor antídoto no combate ao vírus da exploração. Esta acção realizou-se, depois de quase um ano de pandemia.

Um ano em que se demonstrou a importância do Estado e dos Serviços Públicos, em que ficou claro o desastre da política de desinvestimento, corte nos salários e no número de trabalhadores, de negação dos direitos mais elementares à progressão e às carreiras profissionais.

Um ano em que ficou bem patente o resultado da submissão aos constrangimentos da União Europeia e do euro, de destruição do nosso aparelho produtivo, de entrega de empresas e sectores estratégicos aos grandes grupos económicos, do modelo de baixos salários e precariedade, com brutais consequências no acentuar das desigualdades já existentes, em que as mulheres trabalhadoras e os jovens são particularmente atingidos.

Um ano em que todos trabalhadores foram confrontados com uma brutal campanha que procurou incutir o medo para fragilizar direitos e cortar nos salários, em que o desemprego aumentou e foram destruídos mais de 100 mil postos de trabalho, em que a pobreza, nomeadamente a pobreza de quem trabalha, aumentou de forma inaceitável, com amplas camadas da população a ficar sem apoios face a novas realidades, a trabalhar sem a devida segurança e saúde no trabalho, em teletrabalho a dividir espaço e tempo com a família, enquanto que uma minoria, a minoria do costume, os que acumulam milhões de euros em lucros e dividendos, foram generosamente apoiados pelo Estado!

Um ano em que com a justificação da epidemia e à boleia das medidas desequilibradas do Governo, o patronato aproveitou para desregular horários, impor laborações contínuas e bancos de horas, roubar férias, chantagear e ameaçar os trabalhadores e despedir aqueles que têm vínculos precários, como se de peças descartáveis se tratassem.

A Secretária Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, na sua intervenção anunciou que a  luta vai continuar, a partir das empresas e locais de trabalho, na rua e terá já momentos de convergência nas acções da Semana da Igualdade, de 8 a 12 de Março, com iniciativas em todos os sectores e em todo o país, com expressão pública, com o lema “Defender a saúde, dignificar o trabalho, avançar na igualdade!” que assinalarão em luta o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher e no dia 25 a Luta dos Jovens Trabalhadores.

No Final da manifestação foi aprovada uma resolução, por unanimidade e aclamação

Ler resolução.

Acção Pública de Exigência à Porta do Hospital Beatriz Ângelo

O SEP, promove uma Acção pública, no dia 25 de Fevereiro pelas 11h00 à porta do hospital Beatriz Ângelo.

Este Hospital Público integra o Serviço Nacional de Saúde (SNS), ainda que gerido em regime de Parceria Público Privada (PPP).

Nos hospitais PPP, e também neste, os enfermeiros são alvo de várias desigualdades e discriminações face aos restantes do SNS:

  • Não têm Carreira de Enfermagem nem Avaliação do Desempenho regulamentadas, mediante negociação;
  • Realizam 40 horas semanais e com regras de horários e retribuições piores que no SNS;
  • Têm menos direitos.

Leia mais aqui.

Novo Banco Promove Despedimento de Forma Persecutória

O SINTAF - Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira, realizou no dia 25 de Fevereiro, pelas 10h00, uma conferência de imprensa e concentração sobre o desrespeito pela Lei da Transmissão de Estabelecimento no Novo Banco e denunciando a perseguição sindical a um Delegado e Dirigente Sindical.

A União dos Sindicatos de Lisboa - CGTP- IN esteve presente para expressar o seu apoio e solidariedade ao Delegado e Dirigente Sindical que está a ser alvo de despedimento por Extinção da Empresa, em violação da Transmissão de Estabelecimento.

Ler a nota de imprensa aqui.

Semana de Acção e Luta Em todos os Sectores - 7 a 11 de Dezembro

 

O Conselho Nacional da CGTP-IN decidiu uma semana de “Acção e Luta em todos os sectores”, de 7 a 11 de Dezembro, sob o lema: Proteger os Trabalhadores! Aumentar salários! Garantir direitos!Em luta pelo emprego com direitos, contratação colectiva, 35 horas, reforço dos serviços públicos.

A pandemia do COVID-19, a crise sanitária que se arrasta e as consequências no plano económico e social, estão a traduzir-se num dos piores momentos de que há memória na vida dos trabalhadores e das suas famílias.

Neste quadro, impunham-se respostas firmes e determinadas de protecção dos trabalhadores, da salvaguarda da sua segurança e saúde, dos seus direitos e rendimentos. Mas não é isso que tem estado a acontecer, as medidas do Governo PS, são invariavelmente a favor do grande capital, e de uma cobertura escandalosa do aproveitamento que á boleia da pandemia, o grande patronato está a fazer para manter os seus lucros, aumentando a exploração dos trabalhadores, uma situação particularmente grave no distrito de Lisboa.  

O objectivo desta acção de luta é fazer convergir o maior número de acções a partir das empresas e locais de trabalho (greves, plenários, concentrações, manifestações) para esta semana.

Vamos fazer do dia 11 uma grande jornada de luta!

Acção De Luta Nacional Em Lisboa Traz À Rua Milhares De Trabalhadores!

No dia 26 de Setembro a CGTP-IN levou a cabo a Jornada Nacional de luta em Lisboa, contou com a participação de muitos trabalhadores e ativistas sindicais que desfilaram a partir do Cais do Sodré e do Rossio até à Pça. do Comércio. 

A luta pelo emprego, pelo salário pelos direitos tem sido uma luta constante, ainda mais quando milhares de trabalhadores foram despedidos e outros estão em risco de o ser, apesar dos milhões de fundos públicos que foram disponibilizados para as grandes empresas, retirando verbas à conta da Segurança Social. A defesa do emprego e a luta contra a precariedade é uma prioridade de luta. 

Na intervenção proferida pela Secretária Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha reafirmou a importância que tem a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais e a necessidade de se revogar as normas gravosas do código do trabalho, nomeadamente a da implementação do banco de horas grupal. 

Face ao actual contexto económico e social o aumento geral dos salários por via da contratação colectiva, a valorização do trabalho e dos trabalhadores são fatores determinantes para a melhoria das condições de vida e para o desenvolvimento do país. 

No final da manifestação foi aprovada uma resolução, que contém 13 reivindicações imediatas e onde é assumido o compromisso de continuar a luta, reforçando a organização e a unidade entre todos os trabalhadores, de tomar nas nossas mãos a defesa e valorização do trabalho e dos trabalhadores, a conquista de um país desenvolvido e soberano. 

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