Trabalhadores do IPO Rejeitam o Banco de Horas – Medida Injusta e Desumana

Os trabalhadores do IPO rejeitam o banco de horas que a administração desta unidade hospitalar se prepara para implementar. Esta medida é desumana e injusta considerando a falta de profissionais de saúde que existe a que se soma o desgaste que estes trabalhadores foram e estão sujeitos nomeadamente nesta altura de pandemia.

Não é assim, que se valoriza os profissionais de saúde!

Foi com perplexidade que os Sindicatos dos Enfermeiros Portugueses e dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, tomaram conhecimento da Circular interna, de 21 de Julho, emitida pelo Conselho de Administração (CA) do IPO que informa os trabalhadores da decisão de iniciar procedimentos com vista à aplicação do regime de banco de horas grupal.

O IPO passa a ser a primeira instituição pública a tentar implementar uma medida que tanto penaliza a vida dos trabalhadores.

No comunicado efectuado pelos sindicatos, alertam para o facto de o banco de horas ….”é uma das matérias gravosas da legislação laboral que mais não serve do que embaratecer o valor do trabalho e dispor do tempo dos trabalhadores conforme a entidade empregadora entender".

O banco de horas constitui uma forma de desregular o horário de trabalho, aumentar a carga horária e eliminar o pagamento do trabalho extraordinário; reduz o rendimento dos trabalhadores e coloca em causa a conciliação do trabalho com a vida pessoal e familiar.

O actual governo do PS alterou a lei, revogando o banco de horas individual e passa a ser possível através de referendo a aplicação do banco de horas grupal, se 65% dos trabalhadores votar a sua aplicação é imposta e assim a carga horária poderá ser aumentada até ao limite de 50 horas semanais e 150 por ano.

A desregulação dos horários de trabalho muitas vezes são acompanhadas por medidas que intensificam os ritmos e a penosidade do trabalho, provocando acidentes de trabalho e doenças  profissionais. O IPO com esta medida demonstra desprezo pelas condições de trabalho, a segurança e a saúde do seu mais bem precioso, que são os seus profissionais, que deveriam ser mais respeitados e valorizados.

Os trabalhadores estiveram concentrados à porta do IPO, no dia 4 de Agosto a exigir a contratação de mais profissionais e o respeito pelos direitos fundamentais dos trabalhadores. Juntos e organizados irão derrotar a implementação do banco de horas!