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Intervenção sobre unidade na acção e luta dos trabalhadores por uma política alternativa - Fátima Messias

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Fátima MessiasOcorrendo num momento histórico particular, o Congresso da União coloca-nos novos e acrescidos desafios para o desenvolvimento do trabalho sindical no distrito. Chegámos de um tempo em que a impunidade e a prepotência pareciam ser os únicos valores que o patronato e o governo queriam fazer perpetuar.

Os vencedores – que eram eles – não tinham deveres.

Os vencidos – que éramos nós – não tinham direitos.

Temos agora nas nossas mãos a possibilidade de escrever uma nova história. A nossa. Alicerçados no projecto, nos valores e nos princípios, indissociáveis uns dos outros, que nos identificam, como a unidade na acção, baseada em interesses de classe comuns e no combate a todas as medidas tendentes à sua divisão. É a partir de cada local de trabalho que a unidade se constrói, com o conhecimento e tratamento dos problemas concretos dos trabalhadores e das trabalhadoras, independentemente da sua sindicalização ou filiação partidária, de serem mais velhos ou mais novos, de serem homens ou mulheres, do vínculo de trabalho efectivo ou precário, ou de serem trabalhadores do sector privado ou do sector público. A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la. É fundamental encarar as questões e tratar os problemas laborais concretos, não dissociados da política mais geral, dado que cada vez se acentua mais o confronto ideológico entre o trabalho e o capital.

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Intervenção sobre actividade sindical e a igualdade - Maria das Dores Gomes

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Dores GomesCamaradas, passados mais de 40 anos de liberdade em Portugal, muitos avanços se deram nos direitos sociais e laborais, no desenvolvimento económico e na justiça social; Direitos esses consagrados na Constituição da República Portuguesa, na contratação colectiva e na legislação, em particular no que diz respeito à igualdade de oportunidades e de tratamento entre mulheres e homens, em todas as vertentes da vida em sociedade, ou seja no trabalho e no emprego.

Mas hoje vivemos tempos de retrocesso histórico e civilizacional. Os trabalhadores e trabalhadoras portugueses enfrentam a situação mais grave da história recente, fruto da política de direita, que investiu contra os direitos conquistados nestes anos de liberdade e progresso.

Desde 2008, o país perdeu um em cada sete postos de trabalho, em especial a partir de 2014, com o chamado memorando da TROIKA, atingindo principalmente a camada jovem, cuja taxa de desemprego é de 37% e destes 40% atinge jovens mulheres.

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Intervenção sobre a luta contra a precariedade - Isabel Camarinha

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Isabel CamarinhaComo referimos no nosso projecto de Programa de Acção, o trabalho precário representa uma das formas de aumentar a exploração, reduzindo custos, atirando um número crescente de trabalhadores (jovens e menos jovens) para uma instabilidade laboral que se reflecte na instabilidade das suas vidas. Os muitos milhares de vínculos precários para postos de trabalho permanentes vão desde os contratos a termo (ao dia, ao mês, à tarefa), à falsa prestação de serviços (recibos verdes), aluguer de mão-de-obra, recurso a estágios profissionais, contratos de emprego-inserção, trabalho temporário, outsourcing… No nosso Distrito, nos últimos 4 anos generalizou-se ainda mais o recurso à precariedade, sendo que 1 em cada 5 trabalhadores por conta de outrem tem hoje um vínculo precário, atingindo já mais de 225 mil trabalhadores, dos quais 7 em cada 10 são jovens (e estes são os números que conseguimos contabilizar, pois das estatísticas não constam os milhares de falsos recibos verdes). No total os vínculos precários atingem de forma quase igual mulheres e homens mas quando analisamos os contratos dos trabalhadores com menos de 25 anos verificamos que as jovens mulheres são particularmente atingidas pela precariedade, sendo que 8 em cada 10 trabalhadoras com menos de 25 anos têm vínculo precário.

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Intervenção sobre organização e descentralização sindical - Jorge Antunes

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Jorge AntunesA Organização sindical tem o seu início na sindicalização. Os trabalhadores sindicalizados são a base de toda a nossa estrutura: eleger ou ser eleito para os diversos cargos sindicais, obriga primeiro a estar sindicalizado. É certo que existem dificuldades, entraves nas empresas ao trabalho sindical, apelos ao individualismo, discriminação e perseguição a activistas sindicais, mas todas essas dificuldades que nos criam não têm sido suficientes para desmotivarem este grande colectivo de mulheres e homens que no dia a dia trabalha no reforço da Organização Sindical de Base do MSU. Com confiança vamos trabalhar para que se cumpra o objectivo estabelecido no Programa de Acção de se sindicalizarem neste mandato 25 mil trabalhadores. O aumento da sindicalização, como principal prioridade organizativa, ligada ao desenvolvimento de uma acção sindical forte e à resolução dos problemas existentes, à reivindicação, ao exercício e defesa da contratação colectiva e à efectivação dos direitos é o contribuir para o reforço da organização sindical de base é dar corpo à Acção Sindical.

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Intervenção da Interjovem sobre a luta dos jovens trabalhadores - Filipa Costa

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Filipa CostaA Interjovem tem, enquanto organização da juventude da CGTP-IN,  assumindo o seu papel na dinamização das comissões de jovens dos sindicatos, federações e uniões, assim como na intervenção, no esclarecimento e na sindicalização. Nos últimos quatro anos sentimos na pele o aprofundamento da política de direita, o alastrar dos vínculos precários, a instabilidade laboral e os baixos salários. Ainda assim, e apesar do cenário adverso, conseguimos, em muitos sindicatos, usar as adversidades, o grande caudal de luta, a enorme exigência que foi posto a todo o MSU para reforçar a intervenção junto dos jovens trabalhadores. Nestes quatros anos houve várias lutas e conquistas, estamos certos que milhares de jovens trabalhadores, por via da luta organizada dos sindicatos da CGTP-IN, resolveram os seus problemas específicos, milhares passaram de trabalhadores com vínculos precários a trabalhadores com contratos efectivos. Foram lutas e vitórias que mostram aquela que é a necessidade que temos no trabalho junto da juventude, o de intervir, organizar, lutar e conquistar.

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