Greve geral 3 junho 2026

O pacote laboral apresentado pelo governo apoiado pela direita representaria, caso fosse posto em prática, um inaceitável retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

As mais de 100 alterações propostas não só não resolvem os problemas que já existem na legislação laboral (com normas que agridem os trabalhadores e os seu direitos, e que precisam é de ser revogadas), são muitos os sindicatos que integram as Federações e que já emitiram pré-avisos de Greve, de adesão à Greve Geral de 11 de Dezembro de 2025 convocada pela CGTP-IN.

> Federação Nacional dos Professores (FENPROF) constituída por diversos sindicatos que representam: Os educadores, docentes e investigadores consideram que o anteprojeto de alteração à legislação laboral, Trabalho XXI, apresentado pelo Governo, é um grave ataque aos direitos dos trabalhadores. Os docentes encontram-se mobilizados pela urgência da valorização das suas carreiras e pela defesa da Escola Pública e da Ciência em Portugal, a aprovação de um projeto desta natureza constituiria um gravíssimo retrocesso civilizacional, com consequências que rapidamente atingiriam todos os setores — incluindo educação e investigação — e todos os trabalhadores, das entidades públicas às entidades privadas.

> Sindicato dos Trabalhadores da administração Local (STAL) e do Sindicato do Município de Lisboa (STML) aderem à Greve Geral contra o “Pacote Laboral” e a exploração. Este é “ataque” aos direitos e afronta à constituição. O Governo ao serviço do grande capital desenvolve uma estratégia que afronta a nossa Constituição e procura fragilizar os direitos laborais, bem como o direito à Saúde, à Educação, à Protecção Social, à Habitação, entre outros.

> A FEVICCOM - Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro - Os trabalhadores do sector rejeitam o pacote laboral constitui um assalto aos direitos e uma afronta à Constituição da República Portuguesa: a facilitação dos despedimentos e a “legalização” dos despedimentos sem justa causa; a desregulação dos horários e o banco de horas individual; a eternização da precariedade laboral; a fragilização dos direitos de maternidade e de paternidade; o ataque à contratação colectiva; as limitações à liberdade sindical; os condicionamentos ao direito de greve; entre outros.

> STARQ - Sindicato dos trabalhadores de Arqueologia juntam-se à Greve Geral. Não aceitam este rumo de baixos salários e precariedade laboral. Só a nossa luta pode travar este ataque aos nossos direitos! NÃO AO RETROCESSO E À EXPLORAÇÃO

> A Fiequimetal - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas emitiu o pré-aviso de greve. Os objectivos inscritos no pré-aviso são: a retirada do ante-projecto de Lei do Governo para alteração da legislação laboral; a reposição dos direitos de contratação colectiva e princípio de tratamento mais favorável ao trabalhador; o aumento dos salários; a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores; o fim da precariedade, pelo emprego e melhores condições de trabalho; o respeito dos direitos individuais e colectivos dos trabalhadores; a melhoria dos Serviços Sociais do Estado.

> O SINTAF – Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira – associa-se e apoia a decisão da CGTP-IN, avançam para a greve geral. É preciso derrotar o Pacote Laboral, que procura perpétuar os baixos salários através de contratos a prazo intermináveis e outsourcing, podendo assim um trabalhador ser precário toda a sua vida activa, Querem diminuir os direitos Parentais, acabar com a contratação colectiva, fazendo com que qualquer motivo seja válido para a sua caducidade; Impedir a actuação dos sindicatos nos locais de trabalho e limitar o direito à greve; Criar problemas sérios à Segurança Social, uma vez que acabam com coimas ou qualquer sanção a um patrão que não faça os descontos. Estas são algumas das razões que o sindicato aponta para os trabalhadores aderirem à Greve Geral.

> A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais - FNSTFPS adere à GREVE GERAL convocada pela CGTP-IN, com o objectivo de lutar: Contra o Pacote Laboral; Por mais salários e mais direitos; por melhores Serviços Públicos.

> A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) juntou-se também à greve geral, em defesa de melhores condições de trabalho, de uma valorização adequada da carreira médica no Serviço Nacional de Saúde e contra a proposta legislativa de Reforma da Legislação Laboral.

> CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal junta-se á Greve Geral contra o Pacote Laboral e lutam por condições específicas para os trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços nomeadamente: Aumento dos salários para dinamizar a procura interna e combater a perda do poder de compra; Valorização das carreiras e categorias profissionais; Defender horários de trabalho humanizados, contra os Bancos de Horas, Adaptabilidades, e outras formas de desregulamentação do tempo de trabalho; Direito à Negociação e Contratação Colectiva.

> O SINTARQ - Sindicato dos Trabalhadores em Arquitectura, estão com a Greve Geral, perante o anteprojeto apresentado pelo Governo que se traduz numa agenda orientada para os interesses dos empregadores, insistindo na ideia de que o aumento dos horários e a redução de direitos dos trabalhadores aumentam a produtividade. Esta lógica de “flexibilização” ignora a qualidade do trabalho produzido, desvaloriza a experiência e o conhecimento dos trabalhadores e transforma-os num recurso descartável.

> A FESETE - Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal adere á Greve Geral, de 11 de Dezembro. Os trabalhadores lutam: contra as propostas gravosas do pacote laboral, do Governo PSD/CDS que pretendem roubar direitos, salários, subsídios, créditos e indeminizações, a que os trabalhadores têm hoje direito; pelo aumento salarial de 150 euros a partir de Janeiro de 2026; pelo aumento do subsídio de refeição para um mínimo de 6 euros/dia, a partir de Janeiro de 2026; pela redução do horário semanal de trabalho para as 35 horas e pela revogação da Norma da Caducidade dos Contratos Colectivos de Trabalho.

> O SINAPSA - Sindicato Nacional dos Profissionais de seguros e afins apela à Greve Geral à mobilização e adesão de todos os trabalhadores de seguros à paralisação total do trabalho no dia da Greve Geral. Os resultados líquidos na atividade seguradora, que ascenderam a cerca de 414 milhões de euros no final do segundo trimestre de 2025 (fonte: ASF), se o pacote viesse a ser aprovado, os lucros seriam bem superiores, à custa da exploração e degradação das relações de trabalho.

> A FECTRANS representa os sindicatos do sector dos transportes e das comunicações, entregou diversos pré-avisos de greve de adesão à Greve Geral para salvaguardar, nesta greve, as situações especificas do sector, entretanto um conjunto de organizações sindicais da CP já subscrevem comunicados de apelo à Greve Geral.

> A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) junta-se à greve geral. O Pacote Laboral constitui gravíssimo retrocesso que representam as propostas do governo PSD/CDS, para a alteração da legislação laboral.