Cerca de 60% das mulheres trabalhadoras em Portugal ganhavam uma remuneração base de 1000 euros brutos em novembro de 2025, de entre estas uma em cada cinco, apenas auferiam o Salário Mínimo Nacional.

De acordo com o estudo divulgado pela CGTP-IN, no âmbito da dinamização da Semana da Igualdade, que decorre de 2 a 8 de março, promovido pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, evidenciam as várias dimensões da desigualdade salarial.

A precariedade é um dos fatores que contribui para o agravamento da desigualdade salarial. O estudo analisa os rendimentos salariais líquidos, verifica-se que as mulheres trabalhadoras ganham, em média, 1.214 euros por mês, mas as que têm vínculos de trabalho precários auferem salários ainda mais baixos, recebendo, em média, menos 20% que as trabalhadoras com vínculo permanente no caso dos contratos com termo e menos 33% no caso do falso trabalho independente, de acordo com dados do INE.

A diferença salarial é maior junto dos quadros superiores. Entre os quadros superiores a diferença é de 729 euros no salário base (um diferencial de 25,4%,), já nos quadros médios a diferença é de 15,6% (306 euros), tendo aumentando face a 2023.

O aumento dos salários são elemento chave, para a melhoria das condições de vida das trabalhadoras e trabalhadores, sendo que a contratação coletiva é um instrumento fundamental, no combate à desigualdade salarial que tem de ser erradicada.

Ler estudo da CGTP