A União dos Sindicatos de Lisboa (USL), em conjunto com a Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, associou-se à acção da Frente Comum, no dia mundial da saúde, 7 de abril, em frente ao Ministério da Saúde.
O agravamento da situação do SNS na região de Lisboa e Vale do Tejo é evidente e o objetivo é claro: desacreditar o SNS com vista ao seu desmantelamento e a sucessiva entrega da prestação de cuidados de saúde e de recursos financeiros para os grupos privados: Cerca de 1,1 milhões de pessoas sem médico de família. Escassez de camas nos hospitais e 343 camas inoperacionais. Encerramento de serviços e urgências, como o encerramento da urgência obstétrica do Hospital de Vila Franca de Xira, a pressão sobre o Hospital Beatriz Ângelo, ou os constrangimentos no Hospital de Santa Maria. Situações graves na obstetrícia e noutras especialidades. Dificuldades no acesso a consultas, exames e cirurgias.
Tudo isto é reflexo das políticas de desinvestimento no SNS, que continua a responder graças ao esforço dos seus trabalhadores (cuja desvalorização é parte da estratégia de destruição do SNS).
É urgente inverter o caminho de desinvestimento e defesa do serviço público. O SNS é a garantia do direito à saúde. É urgente valorizá-lo, recuperá-lo e travar a sua degradação.
Quanto mais o SNS recua, maior são as dificuldades no acesso à saúde dos trabalhadores e suas famílias. O SNS é um direito constitucional que urge garantir.