Acção reivindicativa

Grande 1º de Maio em Lisboa

Que Grande Jornada de Luta dos Trabalhadores em Todo o País! Que Grande 1ºde Maio em Lisboa. Uma grande afirmação da vontade dos trabalhadores e da sua determinação para continuar a resistir e a lutar. “Pelos Direitos, Combater a Exploração”.  

Uma jornada memorável, construída a partir de uma forte dinamização da acção e luta reivindicativa nas empresas, serviços e locais de trabalho, de todos os sectores e ramos profissionais, com o total empenhamento de toda a estrutura do MSU no nosso Distrito, dos seus dirigentes, delegados, activistas e trabalhadores sindicais que nos deve encher de orgulho e satisfação. 

Mas como se gritou bem alto, no 1º de Maio em todo o País e na Alameda em Lisboa.”A Luta Continua!” e continua já no próximo sábado dia 8 de Maio no Porto na Manifestação Nacional convocada pela CGTP, como disse a Secretária Geral da CGTP-IN Isabel Camarinha na sua intervenção e posteriormente aprovada na moção que foi colocada à votação na Alameda em Lisboa. 

1.º de Maio, Dia de Greve, Dia de Luta

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) emitiu um pré-aviso de Greve para todos os trabalhadores do sector.

Os objectivos da Greve são:

- O aumento dos salários em 90€ e fixação do SMN em 850€;

- O encerramento do comércio no 1.º de Maio;

- As 35 horas de trabalho semanal para todos, sem perda de salário;

- A valorização das carreiras e categorias profissionais;

- A estabilidade no emprego.

Não podemos esquecer que foram os trabalhadores que estiveram na linha da frente, e lá continuam, assegurando o funcionamento de supermercados e hipermercados, lares e unidades de cuidados continuados para idosos e cidadãos portadores de deficiência, estruturas residenciais para crianças e jovens em risco, entre tantas outras tarefas.

Foram os trabalhadores que em tempo recorde se adaptaram ao teletrabalho, suportando do seu bolso os custos com o mesmo. Foram os trabalhadores dos supermercados e hipermercados que, apesar de doentes de risco, do medo do vírus e do sentimento de abandono dos filhos em escolas que não eram suas cumpriram com zelo as suas funções. Foram os trabalhadores do sector social que, apesar dos riscos, dos medos, dos surtos, de estarem extenuados, assumiram os cuidados aos utentes, foram e são o seu carinho e suporte, embora impedidos de ver os seus familiares.

Os trabalhadores são imprescindíveis. Sem trabalhadores nada funciona. Mas no sector do comércio, escritórios e serviços o trabalho é máximo e o salário é mínimo. No comunicado do Sindicato pode ler-se que razões não nos faltam! Dia 1 de Maio é o nosso dia. Na rua vamos exigir melhores condições de trabalho e de vida!

Somos a Voz dos Trabalhadores nas Empresas

Trabalhadores dos centros de atendimento das empresas de telecomunicações estiveram concentrados no dia 12 de Abril às 10 horas junto às sedes da Vodafone e da Nowo e às 15 horas juntos às da MEO e da NOS. Dirigentes sindicais denunciaram a falta de condições de trabalho nos centros de contacto destas empresas.

“Somos a voz destas empresas, mas não somos trabalhadores das mesmas” é o lema destas iniciativas, onde os trabalhadores reclamam a integração nos quadros das empresas respectivas.

Estes trabalhadores estão há um ano em teletrabalho e reclamam o pagamento dos custos (energias, água e comunicações) que tiveram de suportar por estar a prestar um serviço à empresa a partir de casa. Exigem ainda melhores condições de trabalho e vínculos efectivos às empresas por quem dão a voz.

Trabalhadores da Exide Avançam para a Greve

Os trabalhadores da Exide reafirmaram em plenários realizados na sexta-feira, dia 16 de Abril, a decisão de avançar para a greve para reivindicar aumentos salariais condignos. Na última reunião negocial a Direcção da empresa subiu a sua contraproposta para os 25€, ainda aquém das necessidades e expectativas dos trabalhadores e das possibilidades da empresa. A moção aprovada no plenário por grande maioria dos trabalhadores reafirma a decisão de avançar com uma greve de 2 horas por turno, a iniciar no dia 22 e a terminar no dia 28 de Abril.

Os trabalhadores consideram insuficiente a contraproposta da Direcção e reivindicam um mínimo de 50€ de aumento salarial e a negociação das restantes matérias constantes na proposta de revisão da matéria pecuniária do acordo de empresa (AE). Os trabalhadores irão paralisar das 10h30 às 11h30 e das 13h30 às 14h30, das 18h30 às 19h30 e das 21h30 às 22h30 e nas duas últimas horas do período de trabalho nos turnos da noite. O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI) e as restantes organizações representativas dos trabalhadores apelam a uma elevada adesão à greve de forma a demonstrar a força e a unidade dos trabalhadores em torno das suas reivindicações e aspirações a uma vida melhor. É pela luta que lá vamos!

Concentração de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais da Carreira de Vigilantes da Natureza

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) promove no próximo dia 23 de Abril pelas 15 horas, junto ao Ministério do Ambiente, uma Concentração de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais da Carreira de Vigilantes da Natureza para exigir a negociação das reivindicações há largo tempo apresentadas.

Das reivindicações, que até hoje não foram satisfeitas, destacam-se a valorização da carreira, a actualização do suplemento de risco, penosidade e insalubridade, a fixação da aposentação nos 60 anos de idade, a definição e atribuição de um uniforme digno e de equipamentos individuais e o aumento do número de efectivos na carreira nos diversos organismos que integram vigilantes da natureza.

No próximo dia 23, no decorrer da Concentração, para além de ser exigida a marcação de uma reunião com o Ministro do Ambiente e da Acção Climática, será entregue um abaixo-assinado com mais de uma centena de assinaturas de vigilantes da Natureza.

Sindicatos na Reabertura do Centro Comercial Alegro

A União dos Sindicatos de Lisboa (USL/CGTP-IN), esteve com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) no Centro Comercial Alegro Alfragide. Esta Iniciativa insere-se no âmbito da acção sindical integrada. A maioria dos trabalhadores dos Centro Comerciais trabalham por turnos e, regra geral, ao fim de semana. A sua grande maioria está abrangida pelo salário mínimo nacional, apesar de trabalharem há uma série de anos nas diversas empresas, principalmente porque a contratação colectiva encontra-se bloqueada. Nos últimos anos acentuou-se a desvalorização profissional, o poder de compra dos trabalhadores desceu drasticamente, o desemprego e a precariedade sobem e os jovens trabalhadores continuam sem previsão de estabilidade e futuro.

É essencial combater a política de baixos salários e empobrecimento para assegurar o desenvolvimento económico e social do país.

Libério Domingues, Coordenador da USL/CGTP-IN, na sua intervenção de encerramento, lembrou a aproximação de duas datas que são muito importantes: o 25 de Abril e o 1.º de Maio, em que se comemora a aquisição de um conjunto de direitos fundamentais para os trabalhadores e para a população, que são exemplo: o direito à educação para todos, ao Serviço Nacional de Saúde, à segurança social pública e universal, ao salário mínimo nacional, às férias, ao subsídio de férias e de natal, e à greve. Estes foram alguns dos direitos conquistados pela revolução de Abril e pelos quais lutamos no 1.º de Maio.

Este ano vamos voltar a comemorar Abril e Maio na rua, com a realização de uma grande jornada de luta. Vamos lutar por emprego com direitos e por salários e horários dignos porque continuamos a acreditar no futuro do país.

Greve dos Trabalhadores do Dia/Minipreço

No dia 3 de Abril de 2021, o Sindicato decretou uma greve para os supermercados do Dia Minipreço, que levou ao encerramento de muitas lojas a nível nacional, esta greve foi pela dignidade dos trabalhadores.

O Sindicato do Comércio Escritório e serviços (CESP) apresentou um caderno reivindicativo, com um conjunto de reivindicações, nomeadamente 90 € de aumento salarial.

A contraproposta apresentada pela Administração é imoral e discriminatória, quando a empresa registou um aumento de 7,6% nas vendas em 2020, que não fez reflectir na proposta de aumento salarial, a empresa apresentou 2,5% na massa salarial, que corresponde a um aumento de10, 47€, só para 1000 trabalhadores num universo de 3 000.

Estamos a falar de trabalhadores que nunca pararam, mesmo em tempo de pandemia, colocando a sua saúde em risco, há trabalhadores que trabalham há mais de 20 anos na empresa e ganham praticamente o SMN.

No caderno reivindicativo estavam expressas outras reivindicações tais como: o aumento do subsídio de refeição para 7,30€, por dia, a redução do horário de trabalho para as 39 horas de trabalho semanal.

Trabalhadores do Serviço de Apoio Domiciliário da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Não São Prioritários no Plano de Vacinação

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPSSRA) reuniu no dia 18 de Fevereiro, questionou o Provedor da SCML e Coordenador Task Force para o Plano de Vacinação contra a COVID-19 em Portugal do porquê da não identificação, como grupo prioritário para a vacinação, dos trabalhadores AGAC, afectos ao Serviço de Apoio Domiciliário da SCML.

O Sindicato lembra que são de mais de 500 trabalhadores que:

- Prestam todo o tipo de apoio essencial a idosos, mas no domicílio;

- Estão sujeitos a. Um risco acrescido por não controlarem as condições de higiene e limpeza do espaço;

- Circulam diariamente por extensas áreas da cidade em transportes públicos;

- Possuem um rácio individual de utentes muito superior ao legalmente definido, o que aumenta, ainda mais, a rede de contactos e o risco de contágio.

Como resposta, os correspondentes da Task force informaram que:

“as prioridades do Plano de Vacinação são definidas pela Direcção Geral de Saúde (DGS) de acordo com critérios de saúde pública considerados adequados por essa autoridade e com suporte científico na medida dos efeitos já medidos da pandemia na sociedade.”

Ao contrário, o Provedor da SCML, responsável máximo desta instituição à qual estes trabalhadores estão afectos, nem isso fez, continuado a mostrar manifesto desinteresse por este grupo profissional que, em inúmeros casos, foram os únicos que continuaram a prestar apoio a estes idosos em situação de completo isolamento social.

Ao não serem incluídos num dos grupos prioritários no plano de vacinação, estes trabalhadores continuam a expor-se diariamente a uma situação de risco grave, podendo contrair o vírus e infectar outros, colocando em risco todos os utentes – idosos e suas famílias – com que trabalham assim como toda a população residente da cidade de Lisboa e pessoas que aqui trabalham.

Trabalhadores do Bingo do Belenenses Lutam pelo Pagamento de Salários

Os trabalhadores do Bingo do Belenenses (Lisboa), estiveram concentrados em frente ao Bingo do Belenenses, para exigir às Direcções do Clube de Futebol e dos Números combinados que assumam as responsabilidades que têm com os trabalhadores.

Os cerca de 70 trabalhadores foram confrontados, ao longo do ano de 2020, com os sucessivos atrasos no pagamento dos salários, que agravam a situação já de si difícil derivado aos cortes salariais associados ao lay-off, criado pelo Governo em Abril de 2020  

Em Março de 2021, o atraso acumulado no pagamento dos salários ainda é de Janeiro e mês de Fevereiro e não há garantias do mês de Março de 2021. 

Ao longo deste período, os trabalhadores têm realizado várias acções de luta que tem levado ao pagamento de subsídios em atraso. Exigiram à empresa e o Ministério do Trabalho, da Solidariedade respostas por parte da Segurança Social (MTSSS), acerca destes atrasos. 

Importa ainda referir que o consórcio constituído entre o Clube de Futebol "Os Belenenses" e a sociedade comercial "Números Combinados", só é concessionário do espaço desde o início do ano de 2020, através de um concurso público internacional. 

Os trabalhadores do Belenenses vão continuar a lutar até que a situação seja regularizada.

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