Representantes dos trabalhadores das empresas públicas, numa acção dinamizada pela FECTRANS, FIEQUIMETAL e STML (Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa), concentraram-se, ontem, em frente à Assembleia da República, para entregarem 5105 assinaturas, em forma de petição, em que se exige a revogação do decreto-lei 133/2013 que suspende a contratação colectiva nestas empresas. Esta acção que contou com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, foi a parte final de um processo de recolha de assinaturas, todas em papel e obtidas no contacto individual com os trabalhadores e é o inicio de um novo ciclo pela revogação desta lei, sempre contestada pelos trabalhadores, da responsabilidade do anterior governo e inserido numa linha de redução das remunerações de quem trabalha. A partir dos locais de trabalho, vamos continuar a intervir em defesa da contratação colectiva, que passa pela revogação de qualquer lei ou norma no Orçamento do Estado, que limite esse direito constitucionalmente consagrado.
Num plenário realizado ontem, no aeroporto de Lisboa, e marcado logo após a administração da Portway começar a notificar os 256 trabalhadores abrangidos pelo despedimento colectivo, foi anunciado que o SITAVA entreguou um pré-aviso de greve para o próximo dia 18 de Abril, abrangendo todas as escalas de tifos dos aeroportos, entre as 8h e as 15h. Ontem, após a administração da Portway avançar com a lista de trabalhadores a incluir no anunciado despedimento colectivo, o SITAVA promoveu uma concentração de trabalhadores envolvidos neste processo, que contou com a presença do Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, e onde foram anunciadas as acções e lutas a desenvolver nesta empresa.
Sobre o Plano de Rescisões por "mútuo acordo" do Novo Banco, o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF) reuniu a 17 de Março com a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) onde, além de reafirmar todas as denúncias sobre práticas ilegais do Grupo Novo Banco com os seus trabalhadores a que ainda não obteve resposta, colocou a grave situação que hoje se passa com os trabalhadores do grupo, num clima de absoluta intimidação e pressão inaceitáveis. O SINTAF reafirma a necessidade da defesa dos postos de trabalho, não podem ser os trabalhadores a pagar os crimes de má gestão do BES. A actuação do Grupo Novo Banco é imoral e os trabalhadores não podem aceitar mais este ataque à sua dignidade e aos seus direitos. É preciso responder, lutar e demonstrar que unidos, podemos tudo.
A precariedade continua a atingir proporções alarmantes. De acordo com os dados do Fundo de Compensação do Trabalho, desde Outubro de 2013 até agora mais de 80% do emprego criado foi precário. Em 2015 um quinto desses contratos teve uma duração igual ou inferior a dois meses. Em termos médios, os salários pagos no mês de Janeiro situaram-se nos 545 euros líquidos, um valor 30% a 40% mais baixo do que o auferido pelos trabalhadores com vínculo efectivo e, ainda que os mais afectados sejam os que têm menores qualificações, os baixos salários atingem já muitos outros com qualificações elevadas, o que leva também à desvalorização das profissões e carreiras profissionais.
A CGTP-IN apela a todos os jovens trabalhadores para que participem na Manifestação Nacional da Juventude promovida pela Interjovem/CGTP-IN que se realiza no dia 31 de Março, às 14:30 horas, do Largo do Camões para a Assembleia da República, sob o lema: "BASTA! Não a um futuro de Precariedade! Exigimos Estabilidade!"
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul acusou hoje a Casa Pia de Lisboa de adjudicar ilegalmente a uma empresa de prestação de serviços a contratação de 12 técnicos para trabalharem nos lares de acolhimento. "Devido à grave falta de pessoal", o Conselho Directivo da Casa Pia de Lisboa (CPL) "decidiu ilegalmente adjudicar a contratação de 12 técnicos superiores a uma empresa de consultoria de gestão e de prestação de serviços, para trabalharem nas suas residências de acolhimento" de crianças e jovens, afirma em comunicado o sindicato.
Realizou-se no dia 18 de Fevereiro a festa de inauguração da remodelada Mexicana, emblemática Pastelaria na Avenida Guerra Junqueiro em Lisboa, que após obras de restauro voltou a abrir no passado dia 4 de Dezembro de 2015. Restaurada ao ponto em que o realizar de um sonho, destruiu a qualidade de vida dos trabalhadores. Durante este processo os trabalhadores tiveram, com o apoio do seu sindicato - Sindicato da Hotelaria do Sul - de defender os seus postos de trabalho, e foram obrigados a abdicarem dos seus salários e antiguidade, com a imposição de manter os seus postos de trabalho recebendo somente o salário mínimo nacional. O sonho de uns, como veio reportado no Jornal de Noticias à data de abertura, nunca poderá ser o de destruir a vida de outros.
O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), assinou na passada semana o ACEP (Acordo Colectivo de Empregador Público) com a Junta de Freguesia de Benfica, levando por diante o objectivo que este sindicato persegue, celebrar ACEP's com todas as Juntas de Freguesia do Concelho de Lisboa, no sentido de não só manter as 35 horas semanais a todos os trabalhadores associados, como também assegurar outras garantias e direitos que, não estando previsto na legislação geral, possam ser consagrados em contratação colectiva. Reafirmam assim o entendimento de que o Poder Local Democrático deve ser autónomo, exigindo a publicação de todos os ACEP's livremente assinados entre autarquias e sindicatos.
A ISS, empresa do sector das limpezas, está a enviar cartas para despedimento a 135 trabalhadores. O STAD, sindicato representativo destes trabalhadores, denúncia ainda a forma como este despedimento foi anunciado, apenas com o envio de cartas aos trabalhadores e afastando os representantes dos trabalhadores deste processo. O sindicato promove hoje plenários com estes trabalhadores com vista a uma resposta colectiva que trave este despedimento e evite assim que 135 trabalhadores fiquem sem trabalho.
Ler mais: ISS TENTA DESPEDIMENTO COLECTIVO DE 135 TRABALHADORES!
O estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que a desregulação das relações de trabalho, nomeadamente com a facilitação dos despedimentos e a redução das indemnizações, associada à recessão económica, contribuiu decisivamente para o aumento do desemprego e a destruição de 650 mil postos de trabalho, em termos líquidos, nos últimos sete anos.
Ler mais: A OIT CONFIRMA QUE A POLÍTICA DE DIREITA AGRAVOU AS DESIGUALDADES E O EMPOBRECIMENTO
- BENETTON – QUER IMPOR BANCO DE HORAS
- STAL REAFIRMA EXIGÊNCIA: PUBLICAÇÃO DOS ACEP!
- TRABALHADORES DAS CANTINAS EM LUTA!
- CONCENTRAÇÃO DOS TRABALHADORES DO BINGO DO CLUBE DE FUTEBOL ESTRELA DA AMADORA EM DEFESADOS POSTOS DE TRABALHO!
- HOJE É DIA DE FERIADO ROUBADO!
- NÚMEROS DO DESEMPREGO NÃO MOSTRAM REVERSÃO DA GRAVE SITUAÇÃO ECONÓMICA E SOCIAL DO PAÍS!
- ENFERMEIROS DE GREVE E EM LUTA PELA IGUALDADE DE DIREITOS!
- CGTP-IN ALERTA! TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL CONTINUA A SER FERIADO